Desenho de criança autista com 9 anos
sábado, 25 de fevereiro de 2012
O autismo entrou na minha casa
Após o diagnóstico feito por algum especialista o choque: Autismo?!!! É comum aos pais, negarem a síndrome e suas características mais específicas... E se inicia então, o processo de busca por um diagnóstico diferente, em vão. As pessoas leigas, geralmente, não reconhecem o autismo e se vêem ainda atadas à imagem de uma criança balançando, de olhar perdido, num canto da casa, de costas para o mundo e para as pessoas. Estereótipo! Nem toda criança com autismo age assim. O autismo não é um ser humano, é uma condição, uma característica de alguns seres humanos e sendo assim, tais características são variáveis em cada um. Mesmo sabendo ser um fato, este não é facilmente digerido pelos pais, que se desesperam sem saber por onde começar. O primeiro passo dado é escondê-lo do mundo, das pessoas e às vezes até da própria família. O que as pessoas apontam como vergonha na verdade é proteção! Você se isola da condição social para evitar as explicações que você não saberia dar sobre a origem da “doença”, as causas, o comportamento atípico, as crises de descontrole, etc... Muitas pessoas, sem informação técnica alguma, ainda relacionam o autismo ao fator relacionamento entre a criança e a mãe durante a gravidez e os primeiros meses de vida. Tamanha ignorância rotulou durante anos as mães dessas crianças de “ mães – geladeiras”, como se o seu sofrimento já não fosse suficiente. Outro fato comum é a culpa. Quando a mãe não é culpada pelos demais, ela mesma se culpa, e às vezes se condena como merecedora desse “castigo” de Deus. Demora um pouco a percepção de que pode ser uma benção. As mães dessas crianças foram escolhidas por Deus para guardá-los, protegê-los e ensiná-los a viver, sendo estas mulheres fortes, inabaláveis, seguras e dotadas de muita coragem para lutar. Guardiãs de anjos!
Então a família, inicialmente, se recolhe para se reorganizar nessa nova etapa imposta pela vida. No lazer, procuram praças isoladas, descartam o shopping dos passeios, evitam lugares barulhentos e festas de aniversários. A ida aos supermercados também se torna um martírio. Selecionam os brinquedos preferidos da criança, brincadeiras, lugares e começam a compreendê-los melhor pelo tempo disposto com eles. Só com eles... E de repente você encontra uma criança perdida, mas com muitas possibilidades, e entre elas a de ser feliz e aceita.
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